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M A G i s

MAGIS: O mais, maior, mais alto, mais profundo. O que sou e o que posso vir a ser. O que me falta, o que me eleva e acrescenta. O sentido positivo de tudo o que me acontece. O que mais me aproxima da vida verdadeira. MAG is...

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10.11.19

MAG e o óleo de coco


MAG

Há muitos, muitos dias (pr'aí uns 17), uma amiga revelou-me o verdadeiro segredo de uma boa dieta:

- Juntas uma colher bem cheia de óleo de coco ao café, bebes aquilo e ficas sem fome até daqui a 2 semanas.

Não foi bem isso que ela disse, mas foi isso que eu ouvi, claro. Não sabia ao que sabia o óleo de coco mas tinha a certeza que aguentava uma colher. Corri a comprar óleo de coco. Como é que eu pude viver sem óleo de coco até aos 47, malta? Escolhi um super branco, bio, orgânico, grande e caro.

Durante 2 dias fui praticamente siamesa do frasco do óleo de coco. Logo por azar, calhou-me, por esses dias, ter de enfrentar o pragmatismo da senhora minha mãe, que olhou para aquilo com um ar enjoadíssimo e disse:

- Vocês [aquela malta toda que se resume em mim] põem-se a comer essas porcarias... oh.

Ainda estava a minha relação com o óleo de coco na fase da romântica descoberta, quando outra amiga me disse:

- Cozinhar. Cozinhar com óleo de coco é que é. Não deves comer óleo de coco às colheres, porque sólido não sei o quê e cozinhado liberta não sei o que mais...

Claro que não ouvi mais nada. Fiquei no Cozinhar é que é. Fui pesquisar ao Google e lá estava: cozinhar é que era. Era, disseste-o bem, porque tu cozinhares, nem com Fula, quanto mais com óleo de coco. E acrescentar um toque de piña colada a tudo quanto vai à vitrocerâmica é meio caminho andado para ficarem todos sem fome à hora do jantar.

No meio desta angústia por ter sido privada dessa oportunidade única de ir na crista da onda nutricional, eis que outra amiga revela o impensável:

- O óleo de coco aumenta o colesterol .

Aviso já os mais tecnicistas que não sei se o bom, se o mau, porque como sempre não segui toda a conversa e também porque na verdade não faço ideia o que é o colesterol bom. Nem o mau. Aumenta o colesterol. O meu já deve estar a 457. Medo. Isto não sai daqui. Mas não dá, que pena.

Bom, lá voltou o frasco do óleo de coco para aquele lugar no armário onde é difícil chegar. Todo orgânico e bio e assim. Tudo para morrer com o prazo expirado em 2019. Julgava eu, meus amigos, julgava eu.

Passando a parte das excelentes propriedades de amaciador do cabelo, que me recusei a comprovar, li algures que o óleo de coco é o melhor creme para a cara e para o corpo, uma espécie de 7 em 1 que hidrata, tira papos, alimenta, come os pontos negros, acaba com as rugas, dá um tom queimado espectacular... isto já não li, pronto. Mas pode perfeitamente ser.

Aí vou eu com o óleo de coco ao colo, directamente do armário da cozinha para a bancada da casa de banho. Um frascalhão com menos glamour do que o Forever Youth Liberator Serum da YSL, há que admitir, mas muito mais verdadeiro e autêntico, bio, orgânico e puro, sendo que também não deve meter testes em animais, que é uma coisa que deve sempre atormentar as pessoas de bem.

Portanto, estou nesta fase de me deitar em modo bio brilhante e 100% tropical. Só me falta o furo e a palhinha. Mas a pele óptima, sim senhora. Ela já era boa, mas o coco dá-lhe aquele toque. Aquele. Um qualquer.

Conhecendo-me como conheço, sei que aquele toque vai começar a enjoar-me.  Aguardo ansiosamente que alguém me venha dizer que o óleo de coco é espectacular para regar a relva. Ou para aumentar a memória do telemóvel, ou para afastar terroristas. O frasco ainda nem chegou a meio, façam atenção por favor.

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Photo by MAG

Nota 1, para as influencers e respectivos followers: o texto já tem uns anos, só é novo no blog. Eu sei perfeitamente qual é o produto milagroso da actualidade.

Nota 2: Eu sou tão parva que me divirto com coisas ainda mais parvas do que eu. O que me deu mais gozo neste post inteiro foi escolher o link que aparece no "perfeitamente" aqui em cima.

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